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03/09 Paradas Gays RS E neste sábado tem pela primeira vez a Parada da Diversidade de Cruz Alta - RS. No dia 12 é a vez da Parada Gay de São Leopoldo.
Candidata homofóbica A candidata curitibana a deputada estadual Adriana Ferreira, pelo Partido Verde, postou em seu Twitter de campanha a seguinte frase: "O homossexualismo era proibido no Brasil. Depois, passou a ser tolerado. Hoje é aceito como normal..Antes q se torne obrigatório, vou embora". Ela podia ir embora mesmo. Se não acredita, veja aqui. -----------
02/09 Aniversários Em outubro a UP, de Joinville, comemora seus 2 anos com grande festa. Em setembro, tem os 6 anos da Refugius, de Porto Alegre, e também os 6 anos do Side Caffe, de Curitiba!
Mister RS E o concurso Mister Diversidade Brasil já tem um representante gaúcho. Conheça o gato Marcelo aqui. O concurso rola no próximo dia 6, em São Paulo.
Novo Hit E a montagem "Eu sou Rica" das famigeradas Las Bibas From Viscaya está parando tudo. A música usa a frase da personagem Norma feita pela atriz Carolina Ferraz que ficou famosa na novela Beleza Pura e que virou jargão gay. Ouça aqui.
Indisponível Indignado com o site de paquera que apagou o seu perfil por ter feito propaganda de seu aniversário, um curitibano quer processar a empresa. -----------
01/09 Reabertura Nesta quinta reabre o UP Bar, em Joinville. O bar da UP tem acesso pela Rua do Príncipe e é uma ótima pedida para o início de noite com música ao vivo, nargile e muitos drinques. A abertura da casa é às 20h.
Balé Masculino Para quem nunca viu o balé da Cia. Jair Moraes, de Curitiba, formada apenas por homens, tem um vídeo lindo que resume o trabalho do grupo de Curitiba, premiado com o Funarte 2009. Assista aqui.
História O ditador Fidel Castro, de Cuba, admitiu que perseguiu injustamente homossexuais nas décadas de 60 e 70, quando implantou a sua "revolução" na ilha. Há 50 anos no poder, o ditador afirmou a um jornal mexicano esta semana que "Sim, fizemos isso. Aqueles foram anos de muita injustiça" ao ser questionado sobre a perseguição aos LGBT. Grupos gays agora querem que o ditador peça perdão por demitir, torturar, colocar em campos de concentração e assassinar os homossexuais cubanos.
Textos Um dos destaques da edição 33 da lado A serão os textos dos nossos colunistas. O conto do Wander Mosco vem maravilhoso como sempre, abordando uma relação com um obreiro de uma igreja evangélica! Um texto de política do nosso pensador Arthur Virmond de Lacerda acerta em cheio sobre essas eleições, explandando os ideais da República. A Coluna aLÊatória vem com mais um texto bem humorado do nosso colunista Leandro Allegretti que propõe que as pessoas usem crachás para facilitar a paquera e quando esquecemos o nome de algum conhecido. A edição está imperdível. ----------------
31/08 Sorvete Gay E em Nova York, a moda é tomar os sorvetes exóticos do Big Gay Ice Cream Truck, que fica em Times Square, menos às sextas. O caminhão com as cores do arco-íris foi destaque em todas as revistas e guias da cidade e virou super cult. Veja mais aqui.
The L Word Hoje, à meia-noite, o canal Warner Channel apresenta o último capítulo da sexta temporada da série The L Word, que mostra o dia a dia das lésbicas poderosas de Los Angeles. A série que fez história e criou polêmica chega ao fim com a revelação do assassino de Jenny Schecter.
Glee Em breve o personagem gay Kurt ganhará um namorado na série Glee. Já se sabe que ele terá um rolo com o bad boy Puck e que ele namorará um dos jogadores gatos do time de futebol. A série sobre o clube do coral é destaque na Lado a 33.
Sinais de que o mundo está realmente prestes a acabar (48): E o cantor Freddie Mercury deve estar gemendo no túmulo. É que o candidato catarinense a deputado estadual Claudir Maciel transformou o hit "I want to break free" em "Eu vou votar no Claudir". Como desgraça pouca é bobagem, ele não é gay não. Para ouvir, clique aqui.
Lindinhos O cantor britânico Robbie Williams reconciliou-se após 15 anos com seu companheiro na banda Take That, Gary Barlow. Para coroar a volta da amizade, os dois gravaram a música Shame (Vergonha) que teve seu clipe divulgado na semana passada e traz os dois em cenas muito parecidas como o filme Brokeback Mountain. O vídeo está sendo chamado do homoerótico e a esposa de Williams se refere a Barlow como namorado de seu marido. Assista o clipe aqui. -----------
30/08 Super Pop A transexual curitibana Maite Schneider está no programa Super Pop para uma discussão do casamento gay. Há uma certa confusão da especialista chamada pelo programa que parece não entender bem o que é transexualidade. A apresentadora Luciana Gimenez também confunde, ao dizer homens e gays, em separado.
Enquete sobre cuecas A enquete desta semana já está no ar. Queremos saber qual o tipo de cueca que você usa. Tem para todos os gosto. Colabore com mais esta pesquisa nossa, votando abaixo de Notícias.
Desavisados E uma van vinda do interior teria chegado em Curitiba para a Parada da Diversidade neste domingo. Não informados da mudança de data, eles ligaram para a organização desesperados. A associação APPAD que promove o evento estuda processar o município, já que por uma confusão a data foi agendada para dois eventos, levando o Exército a preferência, uma vez que fez o pedido primeiro. Para quem ainda não anotou, a Parada de Curitiba será no dia 19 de setembro e a de Florianópolis será no próximo domingo, dia 5.
Serginho Bafão Segundo a coluna Retratos da Vida, do jornal carioca Extra, o ex-BBB Serginho ficou indiganado ao ter que pagar a entrada na boate Le Boy, em Copacabana, que comemorou seus 18 anos. Ao ser cobrado da entrada, ele ficou indignado e teria perguntado porque teria que pagar lá se em nenhum lugar ele paga, e uma biu gritou da fila: "Porque aqui é vida real, não reality show".
Tiririca neles O humorísta Tiririca lançou cartilha em São Paulo, onde concorre a uma vaga para deputado federal, com apoio aos gays. Dado como certa a sua entrada na Câmara Federal, alguns gays já estão comemorando o aliado de última hora. Veja a cartilha aqui.
Troca de promoter A Twiga, de Curitiba, deve receber novo promoter ainda este mês. A saída do promoter Alekys será após este fim de semana, quando a casa comemora o aniversário da proprietária, Aninha Tancredo. Para a festa, a casa traz na sexta e no sábado o DJ Paulo Pacheco (TW SP) e promete um festão. -----------------
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| 06/03/2008 - No calor de uma canção | Por Wanderson Mosco Alterar tamanho da fonte: A+ | a- No calor humano, em volta do trio elétrico, eles se encontram por olhares. Os corpos se enrijecem. Suam frio. Os dois têm um copo plástico de vodka na mão. ”No momento em que nos vimos pela primeira vez, ele percebeu e gostou de sentir meu coração pulsar pra fora do peito.Confessou-me isso tempos mais tarde. Gostou? Mas quem disse que era por ele... no fundo era mesmo e pulsava principalmente por aquele sorriso radiante. Eu tentei esconder, mas a situação me excitava demais. Aquele encontro de olhares foi perfeito! Acabamos ficando, toda aquela tarde, aos amassos discretos e, às vezes, ousados.” Seus pensamentos continuam vagando por aquela tarde febril. Vislumbra os contornos corporais do dono daquele suor que o embriagou. Ao andar em shoppings, imagina se ele vai gostar da fragrância dos perfumes expostos em pedestais, ou se aquelas roupas o deixarão mais sensual. Já o imagina despindo cada uma daquelas peças e exalando, ao contato com seu corpo, todas aquelas fragrâncias. ”Estava andando desatento pelo shopping e por entre vitrines percebi um olhar conhecido. Ele comprava um frasco de perfume. Em outra tarde ensolarada, o encontrei na piscina do clube, exposto ao sol. Nossos encontros se multiplicavam e eu temia o esgotamento da nossa, até então, curta relação. Sentei-me ao seu lado, na beira da piscina, descansei os pés na água morna. Seus olhos me fitaram. Estava surpreso. Puxou algum assunto, sussurrou amenidades. Sorrimos mutuamente, espontaneamente com prazer. Minha cabeça vagava com minha alma pelos primeiros encontros, o suor, os perfumes e os beijos, insanos, desmedidos ou discretos. Sempre os beijos. Estava tão próximo de seu corpo, eu podia sentir seu cheiro, ouvir sua respiração. Foi então que num ímpeto, ele examinou ao redor e percebendo pouca movimentação, aproximou-se dos meus lábios e despediu-se com um beijo curto.”
A cada toque de seu telefone, ele ouve a voz rouca que o embriaga, sente uma pulsação forte por todo o corpo. É como se o conhecesse há muito tempo, mas só se encontraram algumas poucas vezes.
”Despertei de meu sonho acordado, com o vibrar do telefone e a mensagem dele a chegar, dizendo sentir minha falta. O telefone escapou e no chão vi seus pedaços. Remontei o aparelho e continuei a examinar todas as mensagens recebidas naqueles dias. Respondi seus anseios e nos vimos naquela mesma tarde ensolarada, incomum na chuvosa Curitiba de fevereiro. Cheguei primeiro e vi os olhos dele a me procurar na multidão”.
Ele profere juras de amor, mas não há compreensão. O outro entende a veracidade e a audácia das palavras. A alegria de olhar o vento e beijar-se sem compromissos toma a alma de ambos, sem mais juras de amor. Eles fumam, se beijam e se amam em silêncio. Apenas os sorrisos quebram a tranqüilidade desse momento insano. Chegam em pensamento a um consenso de que apenas estão começando a sentir os primeiros sinais de uma paixão, o frio no fundo da barriga é a primeira amostra. Cada um lembra, a seu modo, o primeiro dia que seus olhos se encontraram, dias de férias e muitos prazeres nas loucuras da praia, eles ainda podiam sentir o gosto do suor alheio nos lábios. Ele lembra da primeira frase que ouviu do outro... “Chamo-me Lucas”. Ele se despede de Lucas e, bem vestido, passa suave pela porta.
Passos apressados marcam seu compasso pela correria do calçadão. A última imagem capitada por seus olhos desatentos continua em sua mente. Deixou-o deitado e preguiçoso sobre a cama. Anda desatento, pisando em algodão. O sorriso escapa fácil de seus lábios. Ele está sozinho pelas ruas.
“Lucas dizia pensar o tempo todo em mim. Mas afirmava ter certeza de que eu não correspondia aos seus sentimentos. Ele imaginava que eu o amaria com o tempo. Pretensões daquele homem que, sim, eu já estava aprendendo a amar. Eu tinha reservas, mas se tratava de medo, anseio ou talvez apenas capricho pueril. A vida dele era muito atribulada e todo seu tempo era previamente distribuído: uma agenda o guiava. Mas nunca faltava tempo para nossos encontros ao fim da tarde. Ainda conseguia tempo pra concluir um doutorado. Eu, por horas, elaborava frases lindas para dizer ou mesmo discursos de amor para conquistá-lo ainda mais. Quando estávamos juntos, tudo que o pouco tempo me permitia era aproveitar cada segundo ao seu lado, sem palavras mas com ações. Ele me adorava na hora das ações, mantinha sempre aquele ar de expectativa pelo próximo encontro, dizia que eu ganhava em todos os sentidos, principalmente na transa. Dizia se perder e esquecer do mundo, ao meu lado.”
Lucas o beija intensamente. Seus corpos se entrelaçam e se penetram. Ele se arruma e com a lembrança de cada gesto carinhoso, vai para casa. ”Preparei meu apartamento. Sempre revezávamos entre o meu e o dele. Preenchi os cantos vazios da casa com velas, como se nossa entrega fosse um ritual. A paixão sempre foi um ritual para mim, entre o desconhecido beijo furtivo de um primeiro encontro e o amor definitivo que pode durar um segundo. Coloquei mais velas ainda nos ambientes onde nos entregaríamos um ao outro. Queria multiplicar-me, transformar-me em muitos “eus” para senti-lo em todos os ângulos possíveis ao mesmo tempo”. Ele começa a ouvir os primeiros fogos, ainda falta muito para a meia noite, mas o ardor de um novo ano apresenta-se na ansiedade humana. Anda até a sacada e observando o sol ensaiando sua retirada, em mais uma tarde febril de verão intenso na praia, relembra o último ano que passaram juntos. Faz cálculos mentais: quase onze meses. Mas o gosto do suor continua em seus lábios. Ele ainda lembra da primeira frase que sussurrou no ouvido de Lucas.
”Eu estava paralisado ao seu lado naquele primeiro encontro de desconhecidos, havido soltado um oi e uns poucos suspiros. Lucas insistia em saber mais de mim, queria um nome. Eu permanecia calado, adorando observar sua ansiedade. Depois de muita insistência, aproximei minha boca de sua orelha e acalmei seu ânimo com poucas palavras: Serei seu amor mais selvagem...”.
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